Programa de sala
XIV Ciclo de Requiem de Coimbra 2026 · Concerto solidário a favor da Saúde em Português
31 de outubro de 2026 · 18h00
Centro Cultural Olga Cadaval · Auditório Jorge Sampaio · Sintra
- Fernando Machado SoaresBalada da Despedida (arranjo de Tiago Tavares)
- Giuseppe VerdiMessa da Requiem
- Soprano
- Susana Gaspar
- Mezzo-soprano
- Patrícia Quinta
- Tenor
- Pedro Rodrigues
- Baixo
- Laurence Meikle
- Coros
- Coro Sinfónico Inês de Castro, Coro Médico de Lisboa, Coro Participativo de Profissionais de Saúde
- Orquestra
- Orquestra Médica Ibérica
- Direção coral
- Artur Pinho Maria e Bárbara Saraiva
- Direção musical
- Sebastião Castanheira Martins
XIV Ciclo de Requiem de Coimbra 2026
À Arte de Cuidar Intensamente
Organização do concerto
- Associação Ecos do Passado
- Associação Orquestra Médica Ibérica
Apoio institucional
- Câmara Municipal de Coimbra
- União das Freguesias de Coimbra
- Convento de São Francisco
A Associação Ecos do Passado dá continuidade ao Ciclo de Requiem de Coimbra, que este ano chega à sua 14.ª edição.
Organizado em duas temporadas, o Ciclo integra a programação cultural estratégica e conta, desde a primeira edição, com o apoio do Município de Coimbra. Este apoio reconhece o contributo do projeto para a valorização e projeção da criação artística local.
Sob o mote «À Arte da Vida e do Cuidar», a edição de 2026 propõe uma reflexão humanista sobre a condição humana. A música surge como espaço de encontro, memória e partilha, numa programação que reúne obras de referência do repertório coral sinfónico e reforça a ligação entre arte, comunidade e responsabilidade cultural.
A segunda temporada apresenta a Messa da Requiem, de Giuseppe Verdi, e desenvolve este tema sob o mote «À Arte de Cuidar Intensamente».
Coorganizada pela Associação Ecos do Passado e pela Orquestra Médica Ibérica, esta temporada conta com a participação do Coro Sinfónico Inês de Castro, da Orquestra Médica Ibérica, do Coro Médico de Lisboa e de um Coro Participativo de Profissionais de Saúde, tendo ainda uma importante dimensão solidária: parte da receita de bilheteira reverte a favor da Associação Saúde em Português.
A obra
Associação Saúde em Português
Fundada em 1993, a Saúde em Português promove a integração social e comunitária e o desenvolvimento integral da pessoa humana, no respeito pelos seus direitos e liberdades fundamentais. Desenvolve projetos de cooperação para o desenvolvimento, de ajuda humanitária e de emergência, bem como de sensibilização e intervenção social, em benefício das populações mais vulneráveis. A sua ação tem chegado a comunidades dos países de língua portuguesa e a territórios de conflito, guerra e catástrofe em várias partes do mundo.
Um Requiem para a Arte de Cuidar Intensamente
Uma das mais monumentais e intensas obras do repertório coral-sinfónico, a Messa da Requiem atravessa a fragilidade, o temor, a esperança e a procura de consolo através de uma escrita de extraordinária força dramática e expressiva. Entre a dimensão quase operática do Dies irae e a intimidade de outras passagens, Verdi constrói uma profunda reflexão musical sobre a condição humana, a perda e a transcendência.
Nesta interpretação, o Requiem adquire um significado particular. A presença conjunta de músicos, cantores e profissionais de saúde aproxima dois universos que partilham a mesma matéria essencial: a escuta, a presença e o cuidado do outro. A música torna-se um espaço de encontro entre arte e cuidado, onde a intensidade sonora de Verdi dá corpo a uma experiência simultaneamente artística, humana e comunitária.
Contexto e autor - Giuseppe Verdi
Giuseppe Verdi (1813-1901) foi a grande figura da ópera italiana do século XIX e uma referência cultural do Risorgimento, o movimento que levou à unificação de Itália. Cético em matéria de fé e distante da Igreja institucional, Verdi não era um compositor de música sacra, o que torna ainda mais singular o Requiem que nos deixou.
A obra nasceu de duas mortes. Em 1868, morreu Gioachino Rossini, e Verdi propôs que treze compositores italianos escrevessem em conjunto uma missa de Requiem em sua homenagem. Verdi assinou o último andamento, o Libera me, mas o projeto nunca chegou a ser executado e a partitura ficou esquecida. Em 1873, morreu o escritor Alessandro Manzoni, autor de Os Noivos e figura que Verdi venerava. Comovido, Verdi decidiu compor sozinho uma missa completa, que integrou e ampliou o Libera me anterior. A estreia ocorreu a 22 de maio de 1874, no primeiro aniversário da morte de Manzoni, na igreja de São Marcos, em Milão, com o próprio compositor a dirigir.
A Obra
Escrita para quatro solistas (soprano, mezzo-soprano, tenor e baixo), coro e grande orquestra, a Messa da Requiem desde cedo dividiu opiniões: houve quem a acusasse de ser «ópera em hábito eclesiástico». Com o tempo, essa crítica deu lugar ao reconhecimento do que a torna única. Verdi não ilustra apenas o texto litúrgico, dá-lhe voz humana. O que se ouve é o medo da finitude, a súplica, a ternura e a esperança de quem a enfrenta, com a mesma verdade dramática que Verdi punha nas suas óperas.
Estrutura da Obra
A obra divide-se em sete andamentos que conduzem o ouvinte por uma viagem interior, entre o medo da perda, a súplica de misericórdia e a esperança de redenção. No percurso desde o temor à procura de consolo, a música acompanha-nos e ensina-nos a acompanhar o outro.
1. Requiem e Kyrie
A obra abre num sussurro: cordas com surdina e um coro quase inaudível murmuram o «Requiem aeternam», como uma oração íntima. Segue-se o Kyrie, onde os solistas e o coro se entrelaçam numa súplica de misericórdia que vai crescendo em intensidade.
2. Dies irae
É o andamento mais longo e dramático, dividido em várias partes. Abre com o célebre ataque do coro e da orquestra, que evoca o Dia do Juízo com fúria. No Tuba mirum, os trompetes, o baixo e o coro mostram a natureza a tremer perante o juízo final. Seguem-se momentos de grande contraste: o Liber scriptus (mezzo-soprano), o Quid sum miser (trio de vozes solistas), o Rex tremendae, o Recordare (dueto de soprano e mezzo-soprano), o Ingemisco (tenor) e o Confutatis (baixo), que opõe a violência das chamas à súplica serena. O andamento termina no Lacrimosa, de uma ternura comovente, onde Verdi reutilizou material musical de um dueto da sua ópera Don Carlos, cortado antes da estreia, dando-lhe nova vida no Requiem.
3. Offertorio
Um andamento de recolhimento, confiado apenas aos quatro solistas, sem coro. Abre com uma linha de violoncelo e desenvolve-se numa oração delicada, de grande transparência.
4. Sanctus
Uma explosão de luz. Duplo coro e trompetes lançam uma fuga vigorosa e festiva, curta e brilhante, que contrasta com o peso do que se ouviu antes.
5. Agnus Dei
Soprano e mezzo-soprano cantam em uníssono uma melodia simples e comovente, depois retomada pelo coro e pela orquestra, que a envolvem em cores cada vez mais ricas.
6. Lux aeterna
Mezzo-soprano, tenor e baixo sobre uma textura suspensa e luminosa. É um momento de grande intimidade, quase uma pausa para respirar antes da última grande prova.
7. Libera me
O final regressa ao medo e à súplica. A soprano pede libertação com urgência e, num momento de enorme impacto, o Dies irae regressa. Segue-se uma fuga conclusiva do coro e, por fim, a voz da soprano dissolve-se numa oração em pianissimo, sem resposta nem triunfo, apenas esperança.
Intérpretes
Coro Sinfónico Inês de Castro
Integrado na Associação Ecos do Passado, é o único coro sinfónico residente no distrito de Coimbra. Constituído por cerca de 90 elementos, o Coro Sinfónico Inês de Castro é um coro comunitário, orientando-se por objetivos musicais, educativos e socioculturais.
Organiza, anualmente, o Ciclo de Requiem de Coimbra, uma iniciativa cultural e musical única no país, associada à organização de grandes concertos corais sinfónicos, de música erudita clássica e contemporânea. A sua direção artística, desde a sua fundação em 2012, está a cargo do Maestro Artur Pinho Maria.
Marca cultural da cidade e da Região Centro de Portugal, desde 2013 tem reunido em Coimbra dezenas de orquestras, coros, maestros e solistas, marcando também presença em várias cidades do país.
Em 2020, lançou o Ciclo de Requiem Online, um projeto que em 2021 abriu a sala virtual BOL da Associação Ecos do Passado, na qual passaram a ser apresentados eventos musicais para coro, orquestra e solistas. Depois de em 2019 se ter internacionalizado, através de uma parceria com a Filharmonii Podkarpackiej e o Coro da Universidade de Rzeszów (Polónia), o Ciclo de Requiem de Coimbra, iniciou a sua divulgação internacional, levando a marca do Ciclo à cidade polaca em 2024. Desde 2021 que se tem consolidado a sua expressão nacional, com grandes concertos corais sinfónicos em várias cidades do país, como Vila Franca de Xira (2021-2026), Porto (2022), Matosinhos (2022), Espinho (2023), Fátima (2023), Chaves (2025), Peso da Régua (2025), Funchal (2026) e Ovar (2026).
Ao longo dos seus 14 anos de vida, tem-se apresentado em público por todo o país continental e insular, assim como em Espanha, Itália, Mónaco, Polónia, Reino Unido (Royal Albert Hall; Southwark Cathedral) e EUA (Carnegie Hall), interpretando obras maiores da música coral sinfónica, clássica e contemporânea.
Do seu repertório fazem parte algumas das mais emblemáticas composições corais sinfónicas de música erudita clássica, nomeadamente Requiem (Mozart – gravado em CD/DVD), Messa de Requiem (Verdi), Petite Messe Solennelle (Rossini), 9.ª Sinfonia (Beethoven), Ein deutsches Requiem (Brahms), Israel no Egipto (Händel), Missa da Glória (Puccini), Oratorio de Noël (Saint-Saëns), The Armed Man – A Mass for Peace (Karl Jenkins), ou Carmina Burana (Carl Orff). Desde 2021, tem interpretado obras de diversos compositores vivos contemporâneos, como é o caso de Requiem por un vivo (José Pablo Serrano) e Requiem for the Living, Jubilate Deo e Lux, três obras de Dan Forrest. Tem divulgado e interpretado obras de compositores portugueses, como Requiem à Memória de Camões (Bontempo), Magnificat em Talha Dourada (Eurico Carrapatoso), Requiem para Inês de Castro (Pedro Macedo Camacho), Pietà (Eugénio Rodrigues), Cantata Gnóstica (Jorge Salgueiro), Torga (Leonor Abrunheiro). Estas duas últimas foram estreias absolutas, tal como a obra Caligaverunt Oculi mei, do compositor espanhol José Pablo Serrano. Em 2026, fez a estreia absoluta da Ópera Multimodal “Camões e Cassandra: Canto(s) da Condição Humana” do compositor Jônatas Manzolli.
Em 2022, o Coro Sinfónico Inês de Castro celebrou o seu 10.º aniversário, cuja comemoração foi assinalada com vários eventos, incluído o lançamento do CD/DVD da obra Requiem de Mozart, gravada ao vivo na emblemática Igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra. Este CD pode ser adquirido em cada concerto, na BOL – Bilheteira Online ou através dos contactos do Coro Sinfónico Inês de Castro (corosinfonicoinesdecastro@gmail.com).
Orquestra Médica Ibérica
A Orquestra Médica Ibérica é composta por médicos e estudantes de medicina de Portugal e Espanha, que partilham a sua paixão pela música e medicina. Conta atualmente com cerca de 400 músicos inscritos, de mais de 40 cidades da Península Ibérica.
Nesta orquestra, os profissionais de saúde têm a oportunidade de trocar as batas pelo instrumento musical e o hospital pelo palco, apresentando-se num concerto solidário, cujas receitas de bilheteira revertem a favor de uma instituição de solidariedade social da área da saúde, que beneficia os grupos mais desfavorecidos e vulneráveis da sociedade. A sua principal missão consiste, assim, na construção de um mundo mais justo, onde o acesso universal aos cuidados de saúde seja uma realidade e na criação de pontes entre os profissionais de saúde da Península Ibérica, através da ciência e da arte, tendo a convicção plena de que a saúde é um direito humano básico e motor de desenvolvimento das sociedades.
Após o concerto de estreia, em setembro de 2022 em Lisboa, já realizou concertos em Madrid (Auditório Nacional), Porto (Casa da Música), Barcelona, Braga, Granada e Valência, tendo colaborado com solistas de renome como Mário Laginha, Vasco Dantas e André Gaio Pereira. Foram, até agora, angariados mais de 70.000€ para organizações não governamentais para projetos na área da saúde.
Coro Médico de Lisboa
Nasceu em 2014, fruto da vontade de estudantes e médicos prosseguirem o seu amor à música.
Em 12 anos apresentou-se nos mais diversos palcos e teatros emblemáticos de Lisboa. Cantou em cidades como Vila Franca de Xira, Coimbra e Braga, e realizou a sua primeira internacionalização em Madrid (2025).
Partilhou o palco com diversos grupos como OperaWave, “Mãos que Cantam”, Coro Sinfónico Inês de Castro (CSIC), Orfeon Académico de Coimbra, Coro Académico da Universidade do Minho, Nova Era Schola, Coral Luísa Todi, Orquestra Académica da Universidade de Lisboa, Orquestra do Atlântico, e internacionais como South Connecticut Choir, Credo Choir e Voces del Barrio. Destaca-se a participação com o CSIC no Ciclo de Requiem de Coimbra (2022) com Requiem For The Living e a colaboração com a Orquestra do Atlântico (2024) em Magnificat (K. Arnesen), sob a direção do Maestro Artur Pinho Maria.
Dirigido pela maestrina Bárbara Saraiva desde a fundação.
Coro Participativo de Profissionais de Saúde
O Coro Participativo de Profissionais de Saúde reúne profissionais de diferentes áreas da saúde, de Coimbra e de Lisboa, que encontram na música uma forma de partilha e participação artística. Para muitos, este projeto representa também a oportunidade de viver, em conjunto, uma obra de grande exigência e intensidade como a Messa da Requiem, de Giuseppe Verdi.
Neste concerto, juntam-se ao Coro Médico de Lisboa, à Orquestra Médica Ibérica e ao Coro Sinfónico Inês de Castro. A sua participação dá expressão ao encontro entre música e cuidado, aproximando pessoas e comunidades em torno de uma experiência artística comum.
Susana Gaspar | Soprano
Estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, na Guildhall School of Music and Drama e no National Opera Studio em Londres. Fez parte do Jette Parker Young Artists Programme (2011/13), na Royal Opera House, Covent Garden, onde cantou os papéis de: Barbarina Le nozze di Figaro (Mozart), Contessa di Ceprano Rigoletto (Verdi), Giannetta L’elisir d’amore (Donizetti), First Innocent The Minotaur (Birtwhistle), Papagena Die Zauberflöte (Mozart), Voce dal Cielo Don Carlo (Verdi).
Em 2013 representou Portugal na competição Cardiff Singer of the World. Na ópera destacam-se os papéis de: Violetta La Traviata, Mimì La Bohème, Cio-Cio-San Madame Butterfly, Vittelia La Clemenza di Tito, Moça Pastora Trilogia das Barcas (Braga Santos), Mélisande Pelléas et Mélisande, Manon Manon, Marguerite Faust, Marschallin Der Rosenkavalier, Suor Angelica Suor Angelica.
Apresenta-se regularmente em concerto com orquestra, com destaque para: Le Cercle de l'Harmonie, sob a batuta de Jérémie Rhorer no Festival de Deauville, BBC Philharmonia, Orquestra Sinfónica Portuguesa, e a Simon Bolivar Orchestra na Venezuela, sob a batuta de Gustavo Dudamel.
Nas gravações destacam-se: Marcos Portugal Matinas do Natal para a editora Paraty, Fanny Mendelssohn Songs com o pianista Malcolm Martineau, os 3 volumes de Songs and Folk-Songs de Fernando Lopes-Graça com Nuno Vieira de Almeida para a editora Naxos, Semiramide de Rossini e Il Proscritto de Mercadante para a Opera Rara.
Recentes projectos incluem: Violetta Valéry em La Traviata (Verdi) num filme para a OperaGlass Works em exibição nos cinemas no Reino Unido; estreia absoluta de uma obra de Daniel Schwetz no Panteão Nacional; gravação, com Nuno Vieira de Almeida, das Unknown Songs de Fernando Lopes-Graça.
As suas actuações em 2026 incluem: Vier letzte Lieder de Richard Strauss no X Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães; recital dedicado a Mozart no Festival Around Classic’26; os papéis de Suor Angelica (Suor Angelica) e Lauretta (Gianni Schicchi) de Puccini na Ópera de Baugé.
Patrícia Quinta | Mezzo-soprano
Natural do Porto. Graduada em Lied e Oratória pela Universidade de Música e Artes do Espectáculo de Viena (2007) na classe de Margit Klaushofer e Charles Spencer. Bacharel em Canto Teatral pelo Conservatório Superior de Música de Gaia (2002), na classe de Fernanda Correia. Interpretou Ciesca - Gianni Schicchi de G. Puccini, Patuchyna - Jenufa de L. Janácek, Alisa- Lucia di Lammermoor de G. Donizetti, Dame Marthe- Faust de C. Gounod, Laura- Iolanta de P. Tschaikovsky, Terceira Ninfa- Rusalka de A. Dvořak, Afra- La Wally de A. Catalani, Rossweisse- Die Walküre de R. Wagner, Aufseherin- Elektra de R. Strauss, Marquesa de Berkenfield- La Fille du Regiment de G. Donizetti e Old Lady- Candide de L. Bernstein, todas produções do Teatro Nacional de São Carlos. Tem realizado vários concertos e recitais, destacando-se o repertório de G. Mahler, R. Wagner e R. Strauss.
Participou no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi 2003, onde lhe foi atribuído o prémio Bocage. Frequentou classes de aperfeiçoamento com Ulf Bästlein, Enza Ferrari, Elsa Saque, Laura Sarti, Rudolf Piernay, Grace Bumbry, Hilde Zadek e Christa Ludwig, as duas últimas com quem trabalhou regularmente.
Como futuro projeto tem, entre outros, a repetição da ópera Por todos nós de E. Carrapatoso, no Teatro Aberto sob a direção musical de João Paulo Santos e encenação de João Lourenço.
É Licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (2002). É professora de Canto na Academia de Música de Vilar do Paraíso e no Conservatório de Música Ramiro Lopes.
Pedro Rodrigues | Tenor
Pedro Rodrigues, natural de Santa Maria de Lamas, é Licenciado em Música em Performance de Canto pela Universidade de Aveiro na classe da Professora Isabel Alcobia. Como Solista, tem interpretado obras das quais se destacam: Carmina Burana de Carl Orff, Fantasia Coral em Dó menor op.80 de Beethoven, Sinfonia nº 9 em Ré menor op.125, de Beethoven, Missa Brevis Kv 140 de Mozart, Petit Messe Solennelle e Stabat Mater de Rossini, Paixão Segundo S. Mateus de J.S Bach, Messa da Requiem de Verdi e Missa Solemnis de Beethoven.
No ramo da Ópera tem dado voz a personagens como: Don Basílio e Don Curzio na Ópera As Bodas de Fígaro de Mozart, Orfeu na ópera o Orfeu nos Infernos de Offenbach, Rinuccio na Ópera Gianni Schicci de Puccini, Don José na Ópera Carmen de Bizet, Ferrando na Ópera Cosi Fan Tutte de Mozart, Tamino na Ópera A Flauta Mágica de Mozart, Hoffmann na Ópera Os Contos de Hoffmann de Offenbach, Pinkerton na Ópera Madame Butterfly de Puccini, Alfredo na Ópera La Traviata de Verdi e Conde Almaviva na Ópera O Barbeiro de Sevilha de Rossini.
Tem trabalhado ainda com diversos maestros dos quais se destacam: Maestro António Vassalo Lourenço, Ernst Schelle, Maestro Olari Elts, Takuo Yuasa, Eugene Rogers, José Ferreira Lobo, Ernesto Coelho, Yi-Chen Lin, Antonio Pirolli, Jean-Sébastien Béreau, Claudio Desderi, Pedro Amaral e Paulo Martins. Tem cantado por diversas salas entre as quais se destacam o Coliseu do Porto, Casa da Música, Teatro da Trindade em Lisboa, Teatro Nacional de São Carlos, Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, Milão, Itália e Amesterdão.
Laurence Meikle | Baixo
Residente em Lisboa, Laurence Meikle iniciou os seus estudos de canto na Austrália, tendo tido a sua estreia como solista de ópera na Sydney Opera House aos 22 anos. Foi solista na Opera Australia, antes de se licenciar na escola de ópera Royal Academy of Music de Londres, onde obteve o prémio Opera Rara Bel Canto Prize.
Como baixo solista do Deutsches Nationaltheater und Staatskapelle Weimar, e de outros teatros de ópera alemães, cantou 27 papéis, desde Handel e Mozart a Puccini e Britten. Recentemente, desempenhou papéis principais nos grandes teatros italianos: Teatro San Carlo (obras de Rossini, Bellini, Verdi, Puccini, Shostakovich, e Prokovief), Teatro Carlo Felice (Mozart) e Teatro La Fenice (Britten). Em concerto, colaborou com os maestros Sir Charles Mackerras, Fabio Luisi, Jane Glover, Richard Bonynge, Diego Fasolis, Laurence Cummings, e Richard Hickox.
Em Portugal, apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, no Festival de Marvão, Festival de Sintra, Orquestra de Câmara Portuguesa, e Orquestra Metropolitana.
Artur Pinho Maria | Direção Coral e Curadoria do XIV Ciclo de Requiem de Coimbra 2026
Licenciado em Direção Musical pelo Conservatório Superior de Música de Gaia, sob a orientação do Maestro Mário Mateus, estudou com Anton de Beer, Edgar Saramago, John Roos, Vianey da Cruz, Jean-Marc Burfin, Peppe Prates, Vasco Pearce de Azevedo, José Luís Borges Coelho, Ivo Cruz, António Vassalo Lourenço e Ernst Schelle.
Durante toda a sua carreira profissional foi maestro de diversos coros académicos e de coros regionais. Atualmente, é maestro titular e diretor artístico do Coro Sinfónico Inês de Castro, do Orfeão de Vale de Cambra e do Orfeon Académico de Coimbra.
Dirigiu também diversas orquestras enquanto maestro convidado, nomeadamente, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra op. 21, Orquestra Espoarte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Filarmonia de Gaia, Orquestra da Fundação Conservatório Regional de Gaia, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade e Orquestra do Atlântico. Foi diretor artístico e maestro titular da Orquestra Clássica do Centro. É atualmente maestro titular e diretor artístico da Orquestra Inês de Castro.
Internacionalmente, dirigiu já por diversas vezes a Orchestra Filharmonii Podkarpackiej (Polónia), a Orchestra Sinfonica Città di Grosseto (Itália, 2024), Coro e Orquestra Voices International (Luxemburgo, 2023). Em 2025, esteve no México com a Orquestra Sinfónica Michoacán no Festival Internacional de Órgão de Morelia e em Praga (Chéquia) na Smetana Hall com a North Czech Philharmonic Orchestra. Júri do concurso Sergey Kussewitzky International Conducting Competition (Itália, 2023 e 2025).
Enquanto maestro convidado dirigiu também diversos coros, dos quais se destacam Ensemble Vocal Pro Musica, Coro do Departamento de Música da Universidade do Minho, Coro Académico da Universidade do Minho, Coro de Câmara de Amarante, Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Coro Municipal Marquês de Pombal, Coral de Sant'Ana, Grupo Coral de Maçainhas, Coro Médico de Lisboa, Nova Era Schola e Orfeão Tomás Alcaide.
Das gravações editadas, destaca-se a primeira gravação integral dos cadernos I e II de ‘Fernando Lopes Graça – Canções Regionais Portuguesas’ (2007), a gravação em CD/DVD da estreia mundial do Requiem Inês de Castro, de Pedro Macedo Camacho (2012), e Requiem de Mozart com o Coro e Orquestra Sinfónicos Inês de Castro (2021).
Entre 2015 e 2020 foi assistente convidado do Departamento de Música da Universidade do Minho.
Responsável por diversos cursos de direção coral e masterclasses de técnica vocal, nacional e internacionalmente. É responsável, juntamente com o maestro Edgar Saramago, pelo Curso de Direção Coral e Técnica Vocal de Vila Franca de Xira, desde a primeira edição. Professor titular desde 2022 da APM Schola.
Bárbara Saraiva | Direção Coral
Pediatra no Hospital Dona Estefânia. Iniciou os estudos musicais aos 5 anos, no Orfeão de Leiria, onde completou o 8.º grau.
Em 2014 tornou-se Maestrina do Coro Médico de Lisboa, enquanto fundadora. Frequentou cursos de direção coral, nomeadamente, Curso de Direção e Técnica Vocal de Vila Franca de Xira (XXIV-XXX edições) com Edgar Saramago, Artur Pinho Maria, João Dias e Flávio Cardoso, Academia Coral com Paulo Lourenço e Fátima Nunes, e é aluna da APMSchola (2021-).
Cursos de técnica vocal com José Carlos Bago d’Uva, Cátia Moreso e Grace Feltoe. Soprano no Coro Sinfónico Inês de Castro e Incognitus Ensemble.
Sebastião Castanheira Martins | Direção Musical
Médico Interno de Psiquiatria, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, desenvolve paralelamente uma intensa atividade musical.
Concluiu o 8.º grau de Violino no Conservatório Nacional e o Curso de Jazz do Hot Club de Portugal. Fundou e dirigiu a Orquestra Médica de Lisboa e, em 2022, criou a Orquestra Médica Ibérica, da qual é maestro e diretor artístico, tendo atuado em Portugal e Espanha em salas como Casa da Música, Auditório Nacional de Espanha ou Auditori em Barcelona. Estudou Direção de Orquestra com Jean-Sébastien Béreau, Alex Schillings e Lawrence Foster e tem atualmente aulas com Nuno Coelho. É violinista da European Doctors Orchestra e World Doctors Orchestra. Desenvolve ainda atividade como compositor e músico nas bandas FARPA e TREMA.
Integrou a equipa dos Médicos Sem Fronteiras na Malásia como psiquiatra e criou em 2022 o espetáculo Une Histoire Bizarre, um teatro com pessoas migrantes e refugiadas a viver em Lisboa.
Músicos e coros
Orquestra Médica Ibérica · Músicos
Flautas e Piccolo
- Ana Luísa Arteiro
- Gustavo Sousa
- Joana Teixeira
- Miren Viloria
Oboés
- Alex Bone
- Marcos Saiz
Clarinetes
- Frédéric Chalifoux
- João Pedro Apolinário
- Miguel Costa
Fagotes
- Aurora Carvalho
- David Moreno
- Ricardo Gema
- Rita Costa
Trompas
- Christoph Reiter
- David López
- José Rodrigues
- Tobias Breyer
Trompetes
- António Pedro Ferreira
- Helmut Lieder
- José Manuel Moreno
- Thomas DaSilva
- Joe Rauschenbach (off stage)
Trombones
- Clemens Bäßler
- Miguel Cardoso
- Scheuerer Konrad
Tuba
- Fleurence José
Tímpanos
- Bernardo Neves
Bombo
- Rui Pancas
Violinos I
- Madalena Couto
- Ana Ventura
- Carmen Oliveira
- Eduardo Gutiérrez-Rivas
- Gonzalo Arguelles
- Jacobo Händler
- Jeffrey Yung
- João Guilherme Bicho
- Maria de Miranda Prata
- Maria Luís França
- Mariana Lagarto
- Petra Axt
- Rita Oliveira
Violinos II
- Mariana Pereira
- Catarina Naia
- Clara Lima
- Javier Schirmer
- Joana Pinto
- Katharina Emmerich
- Luís Silva
- Manuel Sant'Ovaia
- Miquel Vila
- Rafael Jimenez
- Sofia Peixoto
- Tiago Ribeiro
Violas
- Joaquín Marrero
- Christian Garnemark
- Daniel Tchepel
- David Simal Ros
- Guilherme Curto
- Luke Turley
- Mall Eltermaa
- Miguel Ángel Muñoz Sánchez
- Sabela Blanco
- Sara Moreira
- Tammy Rauschenbach
Violoncelos
- Cíntia França
- Afonso Pereira
- Beatriz Cerqueira
- Catarina Silva
- Helena Fonseca
- Henar Planes
- Juan Luis Ortega
- Leticia Hernando
- Maria Mercês Pires
- Marta Moreno
- Susanne Erk
- Tomás Nunes
Contrabaixos
- Joana Matos
- Beatriz Rego
- Eugene Lewis
- Miguel Borges
- Patricia Zangger
- Phillipe Garnemark
Coro Sinfónico Inês de Castro · Coralistas
Baixos
- Amílcar Cardoso
- António Alves
- António Silva
- Augusto Rodrigues
- Carlos Pedro Santos
- Francisco Macedo
- Gil Figueiredo
- Hernán Torres
- Ivan Gonsalves
- José Leandro Campos
- Pedro Trincão
- Rodrigo Loos
- Rui Figueiredo
- Sérgio Sousa
Contraltos
- Alexandra André
- Alice Sales
- Amélia Loureiro
- Amélia Rodrigues
- Ana Sofia Pereira
- Celeste França
- Elsa Vieira
- Leonor Abrunheiro
- Manuela Cabral
- Maria Adosinda Henriques
- Maria da Conceição Mateus
- Maria João Sousa
- Maria José Coelho
- Maria José Oliveira
- Maria Leonor Gomes
- Maria Leonor Pina
- Maria Manuel Melo
- Maria Paula Entresede
- Rita Saraiva Grade
- Sandra Paiva
- Susana Sá
- Tatiana Silva
- Tina Simões
- Zulmira Alves
Sopranos
- Ana Filomena Neves
- Ana Jordão
- Ana Rita Loureiro
- Anabela Pereira
- Bárbara Saraiva
- Catarina Paiva
- Eduarda Oliveira
- Elisa Almeida
- Eugénia Cunha
- Gó Chichorro
- Leonor Barbosa de Melo
- Liliana Sequeiros
- Luísa Barateiro
- Maria do Rosário Pinheiro
- Maria Joana Figueiredo
- Maria Manuel Sousa
- Mariana Chichorro
- Marta Silva
- Miriam Fidalgo
- Salomé Antunes
Tenores
- Brito Largo
- Eduardo Ladeira
- Elspeth Parris
- Hugo Oliveira
- João Pinheiro
- João Vaz
- Joaquim Quaresma
- José Cortesão
- Manuel Dias da Silva
- Manuel Tomás
- Nuno Candeias
- Ricardo Vicente
- Rui Santos
Coro Médico de Lisboa · Coralistas
Sopranos
- Adriana Garcia
- Bárbara Saraiva
- Cláudia Guerreiro
- Constança Almeida
- Dina Oliveira
- Filipa Silva
- Inês Campos
- Lucia Hämmerl
- Maria Tejada
Contraltos
- Anastasiia Zapotichna
- Helena Damásio
- Joana Forte
- Leonor Ferreira
- Leonor Sousa
- Lilian Farias
- Mariana Aguiar
- Sofia Isidoro
Tenores
- Daniel Teixeira
- Gonçalo Estêvão
- Miguel Monteiro
Baixos
- Alexandre Soares
- David Xu
- Fábio Pereira
Coro Participativo de Profissionais de Saúde · Coralistas
Sopranos
- Amélia Leal
- Ana Catarina Lameiras
- Ana Cayatte
- Ana Sacramento
- Ana Silva
- Carmen Silva
- Daniela Pereira
- Filipa Dutra
- Júlia Henriques
- Margarida Moura
- Maria Helena Cruz
- Maria Margarida Santos
- Maria Orlanda Pinto
- Maria Silveira
- Rita Lourenço
- Sara Neto
- Teresa Aguiar
Contraltos
- Ana Santos
- Diana Carvalho
- Joana Melo
- Maria de Lourdes Freitas
- Maria Francisca Silva
- Maria Salazar
- Maria Teresa Luciano
- Maria Teresa Matos
- Maria Vitória Matos
- Mariana Rosendo
- Marta Correia
Tenores
- António Morgado
- João Pedro Baptista
- Nuno Mondril
- Tiago Guedes
Baixos
- António Silva
- José Boléo-Tomé
- José João Tátá
- José Moreira
- José Rosa
- Luís Pereira
Letras e tradução
1. Requiem
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis.
Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso, e brilhe para eles a luz perpétua.
Te decet hymnus, Deus, in Sion, et tibi reddetur votum in Jerusalem.
A Vós convém, Senhor, um hino de louvor em Sião, e em Jerusalém Vos será cumprido o voto.
Exaudi orationem meam, ad te omnis caro veniet.
Ouvi a minha súplica, toda a humanidade comparecerá diante de Vós.
Kyrie eleison. Christe eleison. Kyrie eleison.
Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.
2. Dies irae
Dies irae, dies illa, solvet saeclum in favilla, teste David cum Sibylla.
Dia de ira, aquele dia que reduzirá o mundo a cinzas, como testemunham David e Sibila.
Quantus tremor est futurus, quando judex est venturus, cuncta stricte discussurus!
Que grande tremor haverá quando o juiz vier julgar tudo com rigor!
Tuba mirum
Tuba mirum spargens sonum per sepulcra regionum, coget omnes ante thronum.
O som forte da trombeta entre os sepulcros de todas as terras, reunirá todos diante do trono.
Mors stupebit et natura, cum resurget creatura, judicanti responsura.
A morte e a natureza ficarão atónitas, quando a criatura se erguer para responder ao juiz.
Liber scriptus
Liber scriptus proferetur, in quo totum continetur, unde mundus judicetur.
Será apresentado o livro escrito, no qual tudo está contido e pelo qual o mundo será julgado.
Judex ergo cum sedebit, quidquid latet apparebit: nil inultum remanebit.
Quando o juiz se sentar, tudo o que está oculto virá à luz e nada ficará impune.
Quid sum miser
Quid sum miser tunc dicturus? Quem patronum rogaturus, cum vix justus sit securus?
Que hei-de eu, miserável, dizer então? A que protetor recorrerei, se nem o justo estará seguro?
Rex tremendae
Rex tremendae majestatis, qui salvandos salvas gratis, salva me, fons pietatis.
Rei de tremenda majestade, que por pura graça salvas os que devem ser salvos, salva-me, ó fonte de piedade.
Recordare
Recordare, Jesu pie, quod sum causa tuae viae: ne me perdas illa die.
Recordai-Vos, ó piedoso Jesus, de que fui a causa do Vosso caminho: não me percais naquele dia.
Quaerens me, sedisti lassus, redemisti crucem passus; tantus labor non sit cassus.
Procurando-me, sentastes-Vos cansado; remistes-me sofrendo a cruz: que tanto esforço não tenha sido em vão.
Juste judex ultionis, donum fac remissionis ante diem rationis.
Justo juiz da vingança, concedei-me o dom do perdão antes do dia do ajuste de contas.
Ingemisco
Ingemisco tamquam reus, culpa rubet vultus meus; supplicanti parce, Deus.
Gemo como um réu, a culpa faz corar o meu rosto; poupai, ó Deus, quem Vos suplica.
Qui Mariam absolvisti, et latronem exaudisti, mihi quoque spem dedisti.
Vós, que absolvestes Maria e ouvistes o ladrão, também a mim me destes esperança.
Preces meae non sunt dignae, sed tu, bonus, fac benigne, ne perenni cremer igne.
As minhas preces não são dignas, mas Vós, que sois bom, agi com bondade, para que eu não arda no fogo eterno.
Inter oves locum praesta, et ab haedis me sequestra, statuens in parte dextra.
Concedei-me um lugar entre as ovelhas, separai-me dos bodes e colocai-me à Vossa direita.
Confutatis
Confutatis maledictis, flammis acribus addictis, voca me cum benedictis.
Confundidos os malditos, entregues às chamas ardentes, chamai-me com os benditos.
Oro supplex et acclinis, cor contritum quasi cinis, gere curam mei finis.
Suplico, de joelhos e prostrado, com o coração contrito como cinza: tomai a Vosso cuidado o meu fim.
Lacrimosa
Lacrimosa dies illa, qua resurget ex favilla judicandus homo reus.
Dia de lágrimas, aquele em que das cinzas ressurgirá o homem culpado, para ser julgado.
Huic ergo parce, Deus. Pie Jesu Domine, dona eis requiem. Amen.
Poupai-o, pois, ó Deus. Piedoso Senhor Jesus, dai-lhes o repouso eterno. Ámen.
3. Offertorio
Domine Jesu Christe, Rex gloriae, libera animas omnium fidelium defunctorum de poenis inferni et de profundo lacu.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, livrai as almas de todos os fiéis defuntos das penas do inferno e do abismo profundo.
Libera eas de ore leonis, ne absorbeat eas tartarus, ne cadant in obscurum;
Livrai-as da boca do leão, para que o abismo não as devore, para que não caiam nas trevas;
Sed signifer sanctus Michael repraesentet eas in lucem sanctam, quam olim Abrahae promisisti et semini ejus.
Mas que São Miguel, porta-estandarte, as conduza à luz santa que outrora prometestes a Abraão e à sua descendência.
Hostias et preces tibi, Domine, laudis offerimus.
Oferecemos-Vos, Senhor, sacrifícios e preces de louvor.
Tu suscipe pro animabus illis, quarum hodie memoriam facimus, fac eas, Domine, de morte transire ad vitam, quam olim Abrahae promisisti et semini ejus.
Recebei-os em favor daquelas almas de quem hoje fazemos memória. Fazei, Senhor, que passem da morte à vida, que outrora prometestes a Abraão e à sua descendência.
4. Sanctus
Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth.
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo.
Pleni sunt coeli et terra gloria tua.
Os céus e a terra proclamam a Vossa glória.
Hosanna in excelsis.
Hossana nas alturas.
Benedictus qui venit in nomine Domini. Osanna in excelsis.
Bendito o que vem em nome do Senhor. Hossana nas alturas.
5. Agnus Dei
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai-lhes o repouso.
Dona eis requiem sempiternam.
Dai-lhes o repouso eterno.
6. Lux aeterna
Lux aeterna luceat eis, Domine, cum sanctis tuis in aeternum, quia pius es.
Brilhe para eles, Senhor, a luz eterna, com os Vossos santos para sempre, porque sois piedoso.
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis, cum sanctis tuis in aeternum, quia pius es.
Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para eles a luz perpétua, em companhia dos Vossos santos para sempre, porque sois piedoso.
7. Libera me
Libera me, Domine, de morte aeterna, in die illa tremenda,
Livrai-me, Senhor, da morte eterna, naquele dia terrível,
quando coeli movendi sunt et terra: dum veneris judicare saeculum per ignem.
em que os céus e a terra serão abalados, quando vierdes julgar o mundo pelo fogo.
Tremens factus sum ego, et timeo, dum discussio venerit, atque ventura ira.
Tremo e tenho medo, perante o julgamento que se aproxima e a ira que há de vir.
Dies irae, dies illa, calamitatis et miseriae, dies magna et amara valde.
Dia de ira, aquele dia, de calamidade e miséria, dia grande e muito amargo.
Requiem aeternam dona eis, Domine: et lux perpetua luceat eis.
Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para eles a luz perpétua.
Libera me, Domine, de morte aeterna, in die illa tremenda. Libera me.
Livrai-me, Senhor, da morte eterna, naquele dia terrível. Livrai-me.
XIV Ciclo de Requiem Coimbra 2026
À Arte da Vida e do Cuidar
Organização
- Associação Ecos do Passado
- Coro Sinfónico Inês de Castro
- Orquestra Inês de Castro
Apoios
- Câmara Municipal de Coimbra
- Câmara Municipal de Ovar
- Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
- Câmara Municipal de Sintra
- União de Freguesias de Coimbra
- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (CCDR LVT, I.P.)
- Orquestra Filarmonia das Beiras
- Orquestra Clássica da Madeira
- Orquestra Médica Ibérica
- Associação Coro e Orquestra Médicos de Lisboa
- Coimbra Cantat - Coro Infanto-juvenil
- Festival Internacional de Órgano de Morelia ¨Alfonso Vega Núñez¨
- Convento São Francisco
- Instituto Universitário Justiça e Paz
- Paróquia de São José
- Seminário Maior de Coimbra
- Ordem dos Médicos
- ACAPO - Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal
- Associação Fábrica da Música
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- Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro
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Audições abertas
Coro Sinfónico Inês de Castro · Sopranos, Contraltos, Tenores e Baixos
Email: corosinfonicoinesdecastro@gmail.com · WhatsApp: +351 912 911 300
Inscrições abertas
Coimbra Cantat · Coro Infanto-Juvenil
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